"Todo eu sou qualquer força que me abandona."
Alberto Caeiro


Sobre o mar:
26 anos
Publicitária
Sagitariana
Admiradora do mar
Admiradora da lua
Ama música
Ama literatura
Ama as artes

Para falar com o mar

Ando escutando:

Chico Buarque
Zélia Duncan
Indigo Girls
Jevetta Steele
Amy Grant



Na lista de leitura:

A Arte da Guerra

O homem duplicado

Fragmentos de um Discurso Amoroso

Não se pode ser feliz e amar ao mesmo tempo

Onde o mar vai:

A Menina no Espelho
Alma do meu Sonho
Alma Perdida
Ampulheta Azul
Avesso dos Olhos
Bloco de Notas
Brisa do Mar
Cais em Plano
Crazy Salad
Desnudas
Entre Nós
Estabelecimento da Certeza
Lullaby
Menina do Vento
Meu vício desde o início
Misstieme
On Camera
Ou Isto Ou Aquilo
Pedaços de Pessoa
Rafas
Recanto da Lua
Transmutação
Walkwoman




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Domingo, Julho 11, 2004

Pouco mais de três.
Pouco de foi por quase pouco.
Abro a janela aqui para te esperar.
A chuva vem forte contra meu rosto.

Passei a noite dentro das músicas.
Passei a noite dentro de mim e de você.
E não acho saída aqui em mim.
Olhos, ouvidos, boca, mãos.
E tudo me remete a você.

Olho denovo pela janela.
Será que você já vem?
Quase posso ouvir seus passos.
Quase posso ouvir sua respiração.
Quase posso te pegar.
Sempre é quase. Pois quando chego perto...

Aí não sei que horas são.
Pois o tempo anda mudo para mim.
Aqui sei o que quero. Que horas são.
Hora de lutar mais uma vez.
Hora de pedir desculpa pelo erro cometido.
Hora de ver se realmente você me quer...



"I'm coming back to you,
This time to stay.
If I've learned one thing
It's that I can't stay away"

(Information Society - Repetition)



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Sexta-feira, Julho 09, 2004

Avesso de começo, que termina na rua do lado.
Na casa amarelada do tempo.
Nove e trinta e sete.
Escrever o tempo toma tempo.
Escrever o tempo tomando tempo.
Escrever o tempo: "ah dá um tempo."

Noite passada, já foi. E o sonho volta.
São dois. Novamente. Denovo. Repetidos.
Num deles sou pessoa morta.
Com faca na barriga e sorriso sarcástico.
Sou faca enterrada pelo pior inimigo. A imaginação.
Sou sangue no chão pelo temor do antigo amor.
Sou olhos mareados pedindo perdão.
Sou pele morta pelo amor que senti.
Sou morta pela mão que tocava a sua mão... ou que ainda toca.

Outo sonho. Um ônibus. Uma antiga amiga dentro.
O dinheiro não basta. O ônibus corre.
Nós duas dentro. Nós que dividimos tanto.
Nós que deixamos o amor fugir pela fresta da porta.
Nós que durante anos fomos pura amizade - não chegou o amor.
No ônibus correndo ainda sinto você do meu lado.
Parada olhando a janela...
Tenho sonhado tanto contigo.
E não sei o que você quer me dizer.

Feriado aqui. Dor aqui. Saudade misturada. Um pouco de raiva.
Não para coração, são sustos demais.
Aqui se segue vivendo...
Tudo bem, hoje eu vou dançar.

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